Para acompanhar esse desafio inovador da competição, o Prof. Carlos Ortiz, do SENAI São Paulo, esteve à frente dessa categoria como avaliador, trabalhando desde as primeiras definições da prova, infraestrutura, abordagens pedagógicas e formato das provas.
Em uma conversa exclusiva com a Finder Brasil, o Prof. Ortiz relatou sobre sua emoção em fazer parte desse momento especial da construção de uma nova modalidade.
“A construção da identidade da modalidade está acontecendo agora, e poder contribuir nesse momento é algo muito significativo para mim.
A parte mais importante desse trabalho, enquanto professor, é orientar e desenvolver os alunos.
Eu já vivi todas as etapas como competidor e conheço bem a intensidade emocional e técnica desse processo.
Sempre digo a eles que “a escalada é mais importante que a chegada ao topo da montanha”: o aprendizado, a disciplina, o amadurecimento e a autonomia adquiridos durante o treinamento são muito mais transformadores do que o resultado em si.”
Dessa maneira, a categoria 62 tecnologia verde está sendo construída juntamente com a experiência de vários professores: “essa é a parte mais valiosa: construir conhecimento a partir da essência, desde o início, formando uma base sólida que acompanhará esses jovens em toda a carreira.” explica Prof. Ortiz.
Independentemente da modalidade, as competições da WorldSkills transformam vidas.
Na maioria das vezes os competidores que participam precisam ser autodidatas, disciplinados, proativos e responsáveis.
Segundo o Prof. Carlos, os alunos não podem ser agentes passivos: precisam ser a locomotiva do processo, e não um vagão. Muitas vezes, precisam até “puxar” o professor, que divide o tempo com diferentes atribuições da escola. Esse amadurecimento técnico e pessoal é, sem dúvida, um dos maiores legados da competição.
A parceria da Finder com suas soluções para controle e medição de energia das placas fotovoltaicas foi essencial para ajudar a consolidar a nova categoria, contribuindo para dar um novo direcionamento técnico para as provas da Categoria 62 da WorldSkills – Etapa Brasil.
Na prática, isso significa que integração do Finder OPTA e o Medidor de Energia 7M
para controle dos sistemas reais de geração fotovoltaica, elevou o nível técnico da prova.
Prof. Carlos explica que o Finder OPTA funcionou como o núcleo de automação do sistema, monitorando os sensores, possibilitando a interpretação do modo manual/automático via chave seletora, gerenciando as saídas digitais e fornecendo uma interface web (acessível pelo Wi-Fi local 192.168.4.1) sem travamentos.
Além disso, a programação foi estruturada com ciclos não bloqueantes, garantindo que o servidor web, o Modbus e os processos de leitura funcionassem de forma fluida e confiável.
O Medidor de Energia 7M, conectado via Modbus RTU, entregou medições essenciais — tensão, corrente e potência — com precisão industrial.
Esses dados foram lidos de forma periódica pelo OPTA e disponibilizados na interface, permitindo visualizar o comportamento elétrico do arranjo FV como em uma planta real.
Na prática, os dois dispositivos ofereceram:
“O uso do FINDER OPTA e do Medidor de Energia 7M contribuíram para criar uma identidade própria para a nova modalidade, trazendo um diferencial, quando comparado com o escopo tradicional da categoria de instalações elétricas”, afirma Ortiz.
Esse é o ponto principal de todo o processo: saber que o FINDER OPTA e o Medidor de Energia 7M trouxeram benefícios pedagógicos práticos para o aprendizado das provas da categoria 62 da WorldSkills.
Para o Prof. Carlos Ortiz, ficou muito claro que os competidores puderam vivenciar um sistema completo de geração renovável que envolveu não apenas a parte elétrica, mas também automação, comunicação industrial, instrumentação e análise de dados.
Esse benefício aproximou a modalidade do cenário real do setor, que está se digitalizando rapidamente e exigindo cada vez mais profissionais capazes de interpretar dados e otimizar sistemas.
Por outro lado, a implementação do sistema FINDER OPTA proporcionou benefícios para avaliar o desempenho e monitoramento do sistema, permitindo que a prova dessa categoria pudesse ter:
Essa integração proporcionou ao sistema um nível superior de confiabilidade, permitindo aos competidores visualizar em tempo real os impactos de suas decisões técnicas.
“Para nós, avaliadores, o sistema facilitou muito a verificação de erros de instalação, configuração e operação, já que os dados de tensão, corrente e potência estavam acessíveis de forma clara. Isso deu mais justiça e precisão à análise, além de permitir comparações mais técnicas entre competidores.
Se conseguirmos manter essas tecnologias nas próximas edições, e até expandir o uso de automação e monitoramento, certamente estaremos fortalecendo a modalidade tanto no Brasil quanto na preparação dos competidores para a WorldSkills internacional” concluiu Ortiz.


